Transmissão luminosa do insulfilm: a tabela explicada
Resposta rápida: a transmissão luminosa visível (VLT) é a porcentagem de luz visível que o vidro com a película automotiva deixa passar: um VLT de 70% deixa passar 70% da luz (vidro claro), e um VLT de 20% deixa passar 20% (vidro escuro). Quanto menor o VLT, mais escuro o vidro. A tabela de tonalidades lista os VLTs disponíveis, dos mais claros (altos) aos mais escuros (baixos). A lei (CONTRAN) define o VLT mínimo de cada vidro: o para-brisa e os dianteiros exigem VLT alto (claros), e os traseiros permitem VLT mais baixo (escuros), dentro do limite. É importante não confundir o VLT (a tonalidade/luz) com o controle de calor (que depende da tecnologia, não do VLT): uma película de VLT alto (clara) cerâmica pode barrar muito calor. A tabela de VLT orienta a escolha da tonalidade dentro da lei.
Pela Resolução CONTRAN 960/2022, alterada pela 989/2022 (sucessora da 254/2007), a transmissão de luz não pode ficar abaixo de 70% no para-brisa e nas portas dianteiras; nos vidros traseiros não há mínimo quando o veículo tem os dois retrovisores externos. Toda película precisa caber nesses limites.
O que é o VLT
O VLT (Visible Light Transmission, ou transmissão de luz visível) é o número que mede a tonalidade do insulfilm. Ele é a porcentagem de luz visível que o vidro com a película deixa passar: um VLT de 70% significa que 70% da luz visível atravessa (vidro claro), e um VLT de 20% significa que só 20% atravessa (vidro escuro). É o índice que define o quanto o vidro escurece.
O VLT é o número-chave da tonalidade porque traduz em um valor objetivo o quanto o vidro está claro ou escuro. Em vez de descrições subjetivas ("escuro", "médio"), o VLT dá o número exato da transmissão, que é o que a lei usa para definir os limites e o que a fiscalização mede.
É importante saber que o VLT se refere à luz visível (a que enxergamos), não ao calor nem ao UV: ele mede só o quanto de luz visível passa, que é o que determina a claridade/escuridão do vidro. O calor e o UV são medidos por outros índices, e não se deduzem do VLT, o que é uma distinção importante que evita confusões, como veremos.
Este guia explica o VLT e a tabela de tonalidades: como ler os números, claro x escuro, os limites da lei, a diferença entre VLT e calor, e como escolher. O objetivo é mostrar como entender e usar o VLT para escolher a tonalidade do insulfilm, de forma precisa e dentro da lei, sem confundir tonalidade com calor.
Como ler a tabela
A tabela de tonalidades do insulfilm lista os VLTs disponíveis, e ler corretamente é simples. Cada tonalidade da tabela tem um VLT (uma porcentagem): as tonalidades claras têm VLT alto (deixam passar muita luz), e as escuras têm VLT baixo (deixam passar pouca luz). A tabela costuma ir dos VLTs altos (claros) aos baixos (escuros), com vários níveis.
Ao ler a tabela, o número (o VLT) é o que importa: ele diz o quanto de luz aquela tonalidade deixa passar. Por exemplo, uma tonalidade de VLT 50% deixa passar metade da luz (um meio-termo), uma de 35% é mais escura, uma de 20% é bem escura, e uma de 70% ou mais é bem clara. O número quantifica a tonalidade de forma precisa.
É comum a tabela usar nomes ou códigos para as tonalidades (além do VLT), mas o VLT é o que define objetivamente cada uma, e o que deve ser comparado com o limite legal. Ao escolher na tabela, olhe o VLT de cada tonalidade, e compare com o limite legal do vidro, para escolher uma tonalidade dentro da lei, como veremos.
A comparação com os limites legais é detalhada no guia sobre dentro da lei: o que o CONTRAN permite.
Transmissão luminosa do insulfilm: claro x escuro nos números
Um ponto que confunde é a relação entre o número do VLT e o escurecimento: VLT alto é claro, VLT baixo é escuro. Pode parecer contraintuitivo a princípio (um número alto sendo "menos película"), mas faz sentido: o VLT mede a luz que passa, então quanto mais luz passa (VLT alto), mais claro o vidro; quanto menos luz passa (VLT baixo), mais escuro.
Então, ao ver os números: um VLT de 75% ou 70% é bem claro (passa muita luz), um de 50% é um meio-termo, um de 35% é médio-escuro, um de 20% é escuro, e um de 5% é bem escuro (quase opaco, "limousine"). Quanto menor o número, mais escuro. Guardar essa relação (menor número = mais escuro) evita a confusão na hora de escolher.
Essa lógica é a mesma usada pela lei: quando a lei exige um VLT mínimo (por exemplo, um valor alto para o para-brisa), ela exige que o vidro deixe passar pelo menos aquela luz, ou seja, que não seja mais escuro que aquele VLT. O VLT mínimo legal é o vidro mais escuro permitido: abaixo dele (VLT menor), está fora da lei.
Os valores mínimos de cada vidro são detalhados no guia sobre dentro da lei: o que o CONTRAN permite.
A tabela de tonalidades
Vale visualizar uma tabela de referência das tonalidades, do mais claro ao mais escuro, para orientar a escolha.
| VLT (luz que passa) | Tonalidade | Uso típico (conforme a lei do vidro) |
|---|---|---|
| 70% a 88% | Bem clara / transparente | Para-brisa e dianteiros (que exigem VLT alto) |
| 50% | Clara | Dianteiros, conforme o limite legal |
| 35% | Média | Traseiros (mais privacidade), dentro do limite |
| 20% | Escura | Traseiros, dentro do limite legal deles |
| 5% a 15% | Bem escura | Traseiros, se o limite permitir |
Essa tabela é uma referência geral da relação entre o VLT e a tonalidade: quanto menor o VLT, mais escura. Os valores exatos permitidos em cada vidro devem ser confirmados na resolução vigente do CONTRAN, pois é ela que define os limites legais, que podem ser atualizados, e que o aplicador conhece.
Note, na tabela, que os vidros de limite mais alto (para-brisa, dianteiros) usam VLTs altos (claros), e os traseiros podem usar VLTs mais baixos (escuros). Essa é a lógica da lei (mais clareza onde o motorista vê, mais escurecimento permitido atrás). A escolha da tonalidade de cada vidro segue essa lógica, dentro dos limites legais.
Os limites exatos vêm da resolução, detalhada no guia sobre dentro da lei: o que o CONTRAN permite.
Transmissão luminosa do insulfilm: os limites da lei
A lei define o VLT mínimo de cada vidro, e a tabela deve ser usada respeitando esses limites. Como vimos, o para-brisa e os vidros dianteiros (do motorista e passageiro da frente) exigem VLT alto (deixar passar muita luz, por segurança da visão do motorista), então só aceitam as tonalidades claras da tabela (VLTs altos), não as escuras.
Os vidros traseiros (das portas traseiras e o vidro traseiro) permitem VLT mais baixo (mais escurecimento), pois não participam da visão frontal e lateral do motorista. Eles aceitam as tonalidades mais escuras da tabela (VLTs mais baixos), dentro do limite legal deles, dando mais privacidade na parte de trás do carro.
Ao usar a tabela, escolha para cada vidro uma tonalidade cujo VLT respeite o limite daquele vidro: tonalidades claras (VLT alto) no para-brisa e dianteiros, e tonalidades mais escuras (VLT mais baixo), se desejadas, nos traseiros, dentro do limite deles. Respeitar o VLT mínimo de cada vidro é o que mantém o insulfilm dentro da lei.
A reprovação por VLT fora do limite é detalhada no guia sobre reprova no licenciamento? Como evitar.
VLT não é calor
Uma confusão muito comum, que vale desfazer, é achar que o VLT mede o controle de calor. Não mede: o VLT mede apenas a luz visível que passa (a tonalidade), e o controle de calor é medido por outros índices (a rejeição de calor, a rejeição de infravermelho). Um VLT baixo (vidro escuro) não significa, por si só, muito controle de calor.
Isso é importante porque muita gente escolhe um VLT baixo (vidro bem escuro) achando que assim terá o máximo controle de calor, o que não é verdade: uma película escura (VLT baixo) de tecnologia básica (tingida) pode controlar pouco calor, enquanto uma clara (VLT alto) cerâmica pode controlar muito. O VLT e o calor são índices separados.
Na prática, ao escolher, olhe os dois índices separadamente: o VLT (para a tonalidade e a lei) e os índices de calor (para o conforto térmico). Não deduza o calor do VLT. Uma boa escolha pode ser, por exemplo, um VLT alto (claro, dentro da lei nos dianteiros) com alto controle de calor (cerâmico): frescor sem escurecer, o que o VLT sozinho não revelaria.
O controle de calor independente da tonalidade é detalhado no guia sobre não escurece e barra o calor.
Vidro mais película
Um detalhe técnico importante é que o VLT medido na lei é o do conjunto vidro mais película, não só da película. O vidro do carro já tem uma transmissão própria (não deixa passar 100% da luz, mesmo sem película: um vidro comum transparente transmite em torno de 70-90%, e vidros já tonalizados de fábrica, menos). A película reduz a partir disso.
O VLT final (que a lei mede) é o resultado do vidro somado à película: uma mesma película (de um certo VLT próprio) resulta em um VLT final diferente conforme o vidro em que é aplicada. Em um vidro já tonalizado de fábrica (mais escuro), a mesma película resulta em um VLT final mais baixo do que em um vidro transparente.
Isso importa na escolha: para saber o VLT final (e a conformidade), considera-se o vidro do carro mais a película. Um bom aplicador considera o vidro original ao escolher a película, para que o VLT final fique dentro da lei.
A medição do VLT final é parte de garantir a conformidade, detalhada no guia sobre reprova no licenciamento? Como evitar.
Quer ajuda para escolher a tonalidade certa?
A gente mostra as tonalidades e indica o VLT dentro da lei para cada vidro do seu carro.
Falar no WhatsAppComo escolher pelo VLT
Para escolher a tonalidade pelo VLT, cruze a sua preferência, a lei e o controle de calor. Primeiro, defina a tonalidade desejada para cada vidro (mais clara ou mais escura), pensando na estética e na privacidade: tons mais claros são mais discretos e mantêm a visibilidade; tons mais escuros dão mais privacidade (permitidos nos traseiros).
Segundo, respeite o limite legal de cada vidro: escolha um VLT dentro do limite (alto no para-brisa e dianteiros; mais baixo, se quiser, nos traseiros), com uma margem de segurança. Terceiro, escolha a tecnologia pelo controle de calor desejado (cerâmico para o máximo controle, mesmo em VLT alto/claro), independentemente do VLT.
Assim, você pode ter, por exemplo, VLT alto (claro, dentro da lei) com alto controle de calor (cerâmico) nos dianteiros, e um VLT mais baixo (escuro, dentro do limite) também cerâmico nos traseiros, combinando a tonalidade desejada, a conformidade legal, e o controle de calor. O VLT define a tonalidade; a tecnologia define o calor; a lei define o limite.
A escolha entre as tecnologias é detalhada no guia sobre cerâmico x metalizado para carro.
Como avaliar
Para escolher a tonalidade (o VLT) certa, vale ver amostras e contar com a orientação de um bom aplicador. Ver as tonalidades aplicadas (ou amostras) ajuda a sentir o VLT na prática (o quanto cada VLT escurece e como fica o visual e a visibilidade), o que complementa o número, ajudando a escolher a tonalidade que agrada e respeita a lei.
Um bom aplicador mostra as tonalidades, informa o VLT de cada uma, orienta o limite legal de cada vidro (com margem), considera o vidro original do carro (para o VLT final), e ajuda a combinar a tonalidade desejada com o controle de calor (pela tecnologia). Essa orientação ajuda a escolher o VLT certo para cada vidro, dentro da lei e com o conforto desejado.
Se a sua necessidade é escolher a tonalidade certa do insulfilm, dentro da lei e com o controle de calor que você quer, a página do serviço de insulfilm para carros reúne o atendimento, com as tonalidades, os VLTs, e a orientação dentro da lei. É o caminho para escolher a tonalidade certa para o seu carro.
No fim, o VLT é a porcentagem de luz visível que o vidro com a película deixa passar (VLT alto é claro, VLT baixo é escuro; quanto menor, mais escuro). A tabela lista os VLTs, dos claros aos escuros. A lei define o VLT mínimo de cada vidro (alto no para-brisa e dianteiros, mais baixo nos traseiros). É importante não confundir o VLT (a tonalidade/luz) com o controle de calor (que depende da tecnologia, não do VLT): uma película de VLT alto (clara) cerâmica pode barrar muito calor. E o VLT da lei é o do conjunto vidro + película. A tabela de VLT orienta a escolha da tonalidade dentro da lei.
Perguntas frequentes
O que é o VLT do insulfilm?
VLT (transmissão de luz visível) é a porcentagem de luz visível que o vidro com a película deixa passar. Um VLT de 70% deixa passar 70% da luz (vidro claro), e um de 20% deixa passar 20% (vidro escuro). É o índice que define a tonalidade: quanto menor o VLT, mais escuro o vidro. É o número que a lei usa para definir os limites de cada vidro.
VLT alto é claro ou escuro?
VLT alto é claro (passa muita luz), e VLT baixo é escuro (passa pouca luz). Pode parecer contraintuitivo, mas faz sentido: o VLT mede a luz que passa. Então VLT 70% é bem claro, 50% é meio-termo, 35% é médio, 20% é escuro, e 5% é bem escuro. Quanto menor o número, mais escuro o vidro.
O VLT mede o controle de calor?
Não. O VLT mede apenas a luz visível que passa (a tonalidade). O controle de calor é medido por outros índices (rejeição de calor, de infravermelho). Um VLT baixo (escuro) não significa, por si só, muito controle de calor: uma película escura básica pode controlar pouco calor, e uma clara cerâmica, muito. VLT e calor são índices separados.
Qual VLT a lei permite em cada vidro?
A lei define um VLT mínimo por vidro: o para-brisa e os dianteiros exigem VLT alto (claros, por segurança da visão), e os traseiros permitem VLT mais baixo (mais escurecimento), dentro do limite deles. Os valores exatos devem ser confirmados na resolução vigente do CONTRAN, pois podem ser atualizados. Respeitar o VLT mínimo de cada vidro mantém o insulfilm na lei.
O VLT é da película ou do vidro com a película?
O VLT que a lei mede é o do conjunto vidro mais película. O vidro do carro já tem uma transmissão própria (não 100%, e menos ainda se já for tonalizado de fábrica), e a película reduz a partir disso. A mesma película resulta em VLTs finais diferentes conforme o vidro. Um bom aplicador considera o vidro original para o VLT final ficar na lei.
Como escolho o VLT certo?
Defina a tonalidade desejada (clara, discreta, com visibilidade; ou escura, com mais privacidade nos traseiros), respeite o limite legal de cada vidro (com margem), e escolha a tecnologia pelo controle de calor (cerâmico para o máximo, mesmo em VLT alto/claro). Assim você combina a tonalidade, a conformidade legal e o controle de calor, que são decisões separadas.