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Vidro insulado e película arquitetônica em edifícios

Resposta rápida: o vidro insulado (duplo, com câmara de ar ou gás entre dois vidros) reduz a transferência de calor por condução (a diferença de temperatura entre dentro e fora), mas não necessariamente bloqueia bem a radiação solar (o calor radiante do sol), a não ser que tenha um controle solar incorporado (vidro de controle solar ou Low-E). A película arquitetônica acrescenta o controle da radiação solar, reduzindo o calor radiante que entra. Edifícios com vidro insulado comum (sem controle solar incorporado) ainda se beneficiam da película, que acrescenta o controle solar. Edifícios com vidro insulado de controle solar já têm esse controle, e a película pode acrescentar pouco. A compatibilidade da película com o vidro insulado deve ser avaliada tecnicamente (o vidro insulado tem considerações próprias). É uma questão de avaliar o que o vidro insulado do edifício já faz e o que a película pode acrescentar.

Em prédios comerciais, 20% a 30% da carga de resfriamento do verão vem do vidro, conforme o DOE (Departamento de Energia dos EUA). É essa fatia que faz a película se pagar em 2 a 5 anos.

O que é o vidro insulado

O vidro insulado (ou duplo) é um conjunto de dois panos separados por uma câmara de ar ou gás selada. A câmara barra o calor por condução (a transferência pela diferença de temperatura), e por isso o conjunto é usado para isolamento térmico e acústico em fachadas prediais modernas e climas de grande variação.

No isolamento por condução, ele é eficaz: o calor externo entra menos no verão, o interno sai menos no inverno. E a câmara ainda reduz o ruído externo.

Porém, o insulado comum não necessariamente bloqueia a radiação solar (o calor radiante direto do sol), a não ser que tenha controle solar incorporado. Essa distinção, condução x radiação, é o centro deste guia.

A seguir: o que o insulado faz, o que pode faltar, o que a película acrescenta, e quando os dois combinam.

Vidro insulado e película arquitetônica: condução x radiação

O calor entra pelo vidro de duas formas principais: por condução (a transferência pela diferença de temperatura entre dentro e fora) e por radiação (a energia solar direta que atravessa o pano).

A câmara é eficaz contra a primeira. Contra a segunda, nem sempre: a radiação pode atravessar os dois panos e a câmara, entrando como calor radiante.

A película atua exatamente aí: reflete e absorve a radiação, reduzindo o que entra. Cada solução trata uma forma de calor, e por isso podem se complementar.

A função de controle solar é detalhada no guia sobre o que é controle solar e como funciona.

O que o vidro insulado faz

O que o insulado entrega bem: isolamento térmico por condução (temperatura interna mais estável, eficiência) e isolamento acústico.

O acústico vale destaque em áreas ruidosas (avenidas, centros urbanos): a câmara reduz a transmissão do ruído, melhorando o conforto interno.

O que a lista não inclui: o controle da radiação solar, a não ser que venha incorporado.

O que pode faltar é tratado a seguir.

O que pode faltar

No conjunto comum, sem controle solar incorporado, a radiação atravessa os panos e a câmara, esquentando o ambiente apesar do bom isolamento por condução.

O resultado, nas fachadas expostas: ambientes quentes, climatização sobrecarregada, ofuscamento e desbotamento.

É uma situação comum: edifício bem isolado que ainda esquenta. O que falta é exatamente o que a película acrescenta.

O que a película acrescenta

Aplicada somando tudo (com a avaliação de compatibilidade), a película reflete e absorve a radiação, reduzindo o calor radiante que entrava.

A dupla passa a tratar as duas formas de calor: condução (e acústico) pelo insulado, radiação pela película.

É o complemento que resolve as fachadas expostas.

A complementaridade é tratada no guia sobre vidro insulado x película.

Vidro insulado de controle solar

Há conjuntos que já incorporam o controle solar de fábrica: com pano de controle solar, ou camada Low-E de baixa emissividade. Neles, parte da radiação já é controlada.

Nesses edifícios, a película acrescenta pouco calor a controlar. Vale avaliar se o benefício (controle adicional, ou outras funções como segurança) justifica.

Saber qual é o caso do seu edifício define o quanto a película acrescenta.

O Low-E é detalhado no guia sobre cerâmica x Low-E.

Seu edifício tem vidro insulado e ainda esquenta?

A gente avalia o que o vidro já faz e o que a película pode acrescentar.

Vidro insulado e película arquitetônica: a compatibilidade técnica

A aplicação de película ao final duplo tem considerações próprias, avaliadas tecnicamente: o tipo de filme, a face de aplicação, o efeito térmico.

O estresse térmico pesa: o filme (especialmente os mais absortivos) altera o perfil de absorção, e no duplo o efeito sobre os dois panos e a câmara precisa ser verificado.

Uma avaliação especializada considera tipo e composição, escolhe o filme compatível e garante a aplicação segura.

A compatibilidade por tipo é tratada no guia sobre pode ser aplicada em qualquer vidro.

Quando combinam

A combinação faz sentido quando o conjunto é comum e há calor radiante a controlar: a película acrescenta o que faltava.

O resultado trata as duas formas de calor e mantém o acústico.

Nos conjuntos com controle incorporado, a película acrescenta menos, e a conta precisa fechar em outros benefícios.

A avaliação do caso define, como veremos.

Como avaliar

Para o seu edifício, três perguntas: o conjunto é comum ou de controle solar? Há calor radiante a controlar (as fachadas esquentam)? E a compatibilidade técnica confere?

Uma avaliação especializada responde às três e indica se a película acrescenta benefício, com aplicação segura.

Se o seu edifício tem vidro insulado e você quer avaliar o que a película pode acrescentar, a linha comercial reúne o atendimento especializado em fachadas, incluindo essa avaliação.

No fim, o vidro insulado isola por condução (e acusticamente), mas não necessariamente bloqueia a radiação solar. A película acrescenta exatamente esse controle. Conjuntos comuns se beneficiam; os que já têm controle incorporado, menos. A compatibilidade é avaliada tecnicamente, e a pergunta certa é sempre: o que o vidro já faz, e o que a película pode acrescentar?

Perguntas frequentes

Edifício com vidro insulado precisa de película?

Depende do tipo de vidro insulado. O vidro insulado comum (sem controle solar) isola por condução. Mas não bloqueia bem a radiação solar (o calor radiante do sol). E nesse caso a película acrescenta o controle da radiação, beneficiando o edifício. O vidro insulado de controle solar já tem esse controle incorporado, e a película acrescenta menos.

O que o vidro insulado faz exatamente?

Ele isola termicamente por condução e isola acusticamente (reduz o ruído externo). A câmara de ar ou gás entre os dois vidros reduz a transferência de calor pela diferença de temperatura. Mas o vidro insulado comum não controla bem a radiação solar (o calor radiante direto do sol), que é uma forma diferente de transferência de calor.

Qual a diferença entre condução e radiação no vidro?

A condução é a transferência de calor pela diferença de temperatura (o ar externo quente passando para dentro), que o vidro insulado controla bem. A radiação é o calor radiante direto do sol (a energia solar que atravessa o vidro), que a película controla bem. São formas diferentes, e o vidro insulado e a película atuam sobre cada uma, podendo se complementar.

A película pode ser aplicada em vidro insulado?

Pode, mas com avaliação técnica de compatibilidade, pois o vidro insulado tem considerações próprias. O estresse térmico, o tipo de película, a face de aplicação. Uma avaliação especializada considera as características do vidro insulado, escolhe a película compatível, e garante a aplicação segura. A compatibilidade deve ser avaliada tecnicamente.

Vidro insulado de controle solar dispensa a película?

Em geral acrescenta pouco. O vidro insulado de controle solar (com vidro de controle solar ou camada Low-E) já controla parte da radiação solar, além do isolamento por condução. Nesse caso, a película acrescenta pouco controle de calor. E vale avaliar se há benefício suficiente (controle adicional ou outras funções, como segurança) para justificá-la.

Quando o vidro insulado e a película combinam?

Quando o vidro insulado é comum (sem controle solar) e há calor radiante a controlar nas fachadas expostas. Nesse caso, a película acrescenta o controle da radiação solar que faltava, complementando o isolamento por condução do vidro insulado. E o conjunto trata as duas formas de calor (condução e radiação), com o isolamento acústico do vidro insulado.